Para o dia 11 de Fevereiro prevê-se a ocorrência entre 160 óbitos (modelo da taxa diária de mortalidade) e 193 óbitos (modelo da linha de tendência polinomial). Mostra-se mais provável que o valor esteja mais próximo do modelo da taxa diária de mortalidade.

Esta previsão confirma uma evidente tendência de descida da mortalidade, que se deve em grande medida à melhoria da taxa diária de mortalidade de internados-covid e, em menor grau, à diminuição dos internados. A taxa diária mostra, na última semana, dando consistentes indicações de decréscimo (melhoria). A taxa diária no dia 10 de Fevereiro foi de 2,86%, um valor já muito próximo dos níveis de Dezembro. A taxa média (móvel de 7 dias) situa-se agora nos 3,2%. 

Mantêm-se, mesmo assim, ainda os sinais de degradação do SNS, o que constitui a principal causa para um tão elevado número de óbitos.

Caso a taxa de mortalidade estivesse agora nos níveis de Dezembro (2,5%), seria previsível, face ao número de internados no dia anterior, a ocorrência de 139 óbitos. Num cenário de taxa igual à observada em Outubro (1,5%) estima-se que a mortalidade fosse de 84 óbitos. 

Nota metodológica: 

Para a previsão dos óbitos por covid para o dia N, utilizam-se dois modelos expeditos: 

  1. taxa diária de mortalidade dos internamentos, calculada em função dos óbitos no dia N em relação aos internados do dia N-1. Apresenta-se, igualmente, o gráfico da evolução desta taxa de mortalidade com base na média de 7 dias das taxas diárias.
  2. linha de tendência polinomial (grau 2) entre o número de internamentos covid e os óbitos por covid, estimando-se a mortalidade prevista para o dia N através da equação de regressão, tendo em consideração o número de internados no dia N.

Previsões da responsabilidade de Pedro Almeida Vieira.

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