Elisabete Tavares | Jornalista e membro da Plataforma Cívica – Cidadania XXI

É a grande moda ideológica de 2020 e transbordou para 2021. O fascismo está de volta e em força na Europa. Portugal não é exceção. Chamam-lhe covidismo mas não é. É mesmo fascismo. O clássico. Tem tudo. O autoritarismo. A repressão. As políticas pelo “bem do povo e da nação”. O “patriotismo” e a perseguição dos que não são “patriotas” – leia-se todos os que não apoiam o “regime”.

Nesta nova onda fascista há aderentes de todos os setores: políticos, jornalistas, médicos, pseudo-epidemiologistas, comediantes… 

Este novo fascismo produziu miniditadores em cada esquina. Em cada canal de TV. Em cada jornal. Em cada rádio. Em cada blog e página no Facebook. Em cada live no Instagram. 

As frases feitas são as do costume. Os lemas também. Os métodos de perseguição à oposição ao regime estão todos em marcha acelerada. 

Até as manifestações têm regras, algumas impossíveis de cumprir no caso de multidões. Nada é deixado ao acaso. 

Dirão que é por causa de uma epidemia. Nada mais falso. É só olhar para a Suécia e perceber que o fascismo é uma opção e não a solução. 

Portugal vai para o seu 14º estado de emergência e caminha a bom ritmo para bater o regime nazi em matéria de duração do período de suspensão dos direitos dos cidadãos. Tudo ‘para o nosso bem’.

O novo fascismo europeu tem a chancela da Organização Mundial de Saúde (OMS) e a bênção da União Europeia. Uma inovação. O que Hitler não conseguiu, a OMS está a conseguir: uma Europa voluntariamente fascista. Um mundo fascista.

As armas usadas neste novo fascismo são inovadoras. O modelo matemático catastrofista, e que falha sempre o alvo, é uma delas. 

Mas a principal arma é o teste RT-PCR. Aqui entram duas formas interessantes de análise da forma como tem sido usado para produzir ditaduras em diversos países do mundo: os ciclos de amplificação a que são feitos os testes em laboratório; a quantidade de testes efetuados na população e a sua oscilação. 

O teste produz outra arma inovadora: o assintomático. A pessoa sem sintomas. Pode ser qualquer um. 

(Ressalve-se a atitude da OMS que só levou nove meses para emitir um aviso sobre os testes RT-PCR e a chamar a atenção de que o diagnóstico deve ser feito envolvendo a observação clínica do ‘paciente’: https://www.who.int/news/item/20-01-2021-who-information-notice-for-ivd-users-2020-05)

Há outra ferramenta que tem sido crucial: o guia da OMS de classificação de causa de morte devido ao novo vírus. Doentes terminais, pacientes com cancro, com enfartes, com pneumonia, com SIDA, todos entram para as estatísticas do novo vírus desde que haja um teste ‘positivo’ – mesmo que falso – ou suspeitas de que tinha o vírus. Escapam os que se suicidaram ou morreram em resultado de traumas, como num acidente de viação, por exemplo. (https://www.who.int/classifications/icd/Guidelines_Cause_of_Death_COVID-19.pdf?ua=1)

Outra inovação foi o confinamento. Em vez de se permitir que a população saudável adquirisse imunidade ao vírus enquanto se protegiam os mais vulneráveis, entendeu-se fechar… toda a gente. Vezes repetidas. Afastou-se a população do sol e da vitamina D, que está provado ser fundamental na prevenção deste vírus e outros. Afastou-se a população do exercício físico e do passeio junto ao mar. E ainda se instalou o terror e incentivou a deterioração da saúde mental. A falta de consultas e difícil acesso a médicos fez o resto para desgastar a saúde da população. 

Os media – a par das forças policiais – têm sido um grande instrumento deste novo fascismo. Adotando uma postura de braços da OMS e da Direção-Geral da Saúde, muitos jornalistas portugueses tornaram-se autênticos polícias dos ‘bons costumes’. Todo e qualquer contraditório foi afastado ou denegrido. Os media ajudaram a perseguir na praça pública os opositores do regime ditatorial. Os jornalistas tornaram-se – muitos deles – nos mais fervorosos seguidores da nova ditadura.

 A polícia ajudou, ao cumprir e executar ordens que violavam as leis fundamentais e contra o seu próprio código de ética. 

Estamos a um mês de comemorar o 25 de abril. Quero ver que políticos hipócritas – incluindo António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa – o irão celebrar com discursos pomposos e falsos. Quero ver que comediantes, comentadores e  jornalistas terão o desplante de ‘cantar’ abril e espalhar cravos quando são acérrimos defensores deste regime que dura há um ano.

Mas este novo fascismo terá um fim, tal como os seus antecessores tiveram. E também este não cairá no esquecimento. Para que não se repita mais. Ou, pelo menos, nos próximos 47 anos.

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