Pedro Almeida Vieira | Cidadão 

Pedro Almeida Vieira

Dies Solis

11/04/2021

DO INCRÍVEL POLÍGRAFO / O Polígrafo agora até já se dá ao trabalho de negar coisas absurdas… Faz fact-checking sobre se é verdade ou não que um corpo com braços a mexer prova a existência de falsos cadáveres nos hospitais do Brasil. Que se segue, hein? Vão negar notícias do antigo Jornal do Incrível, como o célebre morto que engravidou uma funcionária da morgue???!!! Ó pá, olhem que eu até conheci o moço que saiu do enlace!!!

DA PETIÇÃO / Se a transmissibilidade do SARS-COV-2 fosse similar ao ritmo de crescimento dos signatários da petição que pretende “expulsar” o juiz Ivo Rosa, eu metia-me já em casa com tábuas pregadas nas portas e janelas. Em duas horas contei mais 7.639 “infectados”… e já vai em cerca de 145 mil em dois dias. Temo que em menos de uma semana ultrapasse os casos positivos de covid-19…

DO “SAIA DAQUI MAIS UM DISPARATE PARA A MESA 248” / Acreditando-se ou não nos números chineses da pandemia da covid-19, certo é que, oficialmente, aquele país asiático de 1,4 mil milhões de habitantes registou ontem apenas 21 casos positivos (média móvel de 7 dias), tendo somente 283 casos activos. Desde 24 de Abril de 2020 não regista qualquer morte. Ou seja, há quase um ano. Já terá vacinado 164 milhões de pessoas, embora isso apenas seja cerca de 12%.

Entretanto, “notícia” bombástica de hoje: um responsável chinês, Gao Fu, terá, alegadamente admitido a “baixa eficácia das suas vacinas e admite misturar vacinas”, nova logo aproveitada pela imprensa estrangeira e nacional.

A notícia foi, entretanto, desmentida pela China, mas nem precisaria. Atendendo aos dados disponíveis, a sua vacina só poderia ser um fracasso se tivesse estabelecido como objectivo a descida da mortalidade de 0 para números negativos. Nesse aspecto, admito que falharam, portanto. Não houve notícias de ressurreições. 

DAS MÁSCARAS / A secretaria de Estado das Pescas, Teresa Coelho, esteve reunida com dirigentes da Associação dos Armadores da Pesca do Norte. Deixou-se fotografar com três mascarados. Ela posou, sorridente. Tem ela alguma prerrogativa para não usar máscaras? É para um amigo…

Dies Lunae

12/04/2021

DA NOGUEIRA NO CU / Bruno Nogueira, humorista de excelência (autor, entre outras, da deriva surreal bem esgalhada de “Uma Nêspera no Cu”) mas amigo do regime (lembrem-se do espectáculo de excepção no Campo Pequeno), tem sido bastante contundente contra quem não usa máscara. Em Janeiro dizia ter vontade de andar ao estalo a quem não a usasse. Em Março chamou de tudo aos manifestantes contra as restrições absurdas, porque se manifestaram sem máscara em plena rua. E criticou mesmo a colegas de profissão, não parecendo nunca incomodado com a perda de rendimentos dos profissionais e fazedores da Cultura.

Uma imagem com texto, interior, parede, pessoa

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Ontem, entretanto, estreou um programa de humor na SIC, onde se viam bastidores com imensa malta, quase todos sem máscara, e cenas como as da foto. Claramente, se o Bruno, covid-humorista e homem tão radical em matéria de máscaras, fosse aquele fininho que está ao lado daqueles dois actores, dava-lhes certamente um estalo. Ou metia-lhes um(a) Nogueira no cu. Pena que não era o Bruno Nogueira. Era apenas um actor. Tal como é um actor aquele que, não tendo nada perdido durante a pandemia, diz em público aquilo que supostamente o povo gosta de ouvir. Mas não pratica. Chama-se a isso, deixa ver… hipocrisia.

DO TERRÍVEL R DA GRIPE / Estive a consultar o sistema de monitorização do SNS e estou extremamente preocupado: entre os dias 8 e 11 de Abril foram detectados 5 (cinco) casos de gripe em todo o país. Nos quatro dias anteriores (entre 4 e 7 de Abril) registaram-se apenas 2 (dois) casos de gripe.

Não é preciso ser-se matemático com modelos esdrúxulos para vos garantir que o R da gripe é superior a 2. ‘Bora lá fechar o país… por causa da gripe. 

Dies Martis

13/04/2021

DOS POLÍTICOS, DAS VACINAS, DA CIÊNCIA E DA FÉ / A Food and Drug Administration (FDA) recomendou a suspensão do uso da vacina da Johnson & Johnson. Ainda querem continuar a impor vacinas experimentais (estão ainda na Fase III) para toda a população depois disto? 

A FDA não costuma brincar com coisas sérias; anda por aqui desde 1905. Aliás, tenho dito que tomarei uma decisão sobre se me vacino quando a FDA (e não a EMA) aprovar alguma das vacinas (para mim as actuais autorizações não bastam). E tomarei só uma das que forem aprovadas; não outra qualquer, porque o hábito (vacina) não faz o monge (garantia de segurança).

De resto, como tenho defendido, a vacina contra a covid-19 não tem, nesta altura, apenas riscos (que por conhecidos podem levar a uma decisão em função da pessoa), mas também muitas incertezas. E o que anda a suceder: suspensões e malabarismo diversos fazem aumentar a incerteza. Quer sobre a eficácia quer sobre a segurança.

Na verdade, nesta fase, quem tiver dúvidas sobre a vacina é pessoa da Ciência; quem tiver certezas é pessoa da Fé.

Nota: Em todo o caso, mesmo assim, face ao risco e à incerteza, deveria continuar-se com os programas de vacinação para os maiores de 70 e pessoas de maior risco, mas com consentimento BEM informado. Quanto à restante população, calma. Roma e Pavia não se fizeram num dia.

DO JORNALISTA-EMPREENDEDOR-CHAVE-NA-MÃO: UM EXEMPLO / Desculpem, mas como antigo jornalista, isto dá-me volta ao estômago. Depois de ver o “programa” do Público em que um jornalista, Paulo Farinha, faz uma entrevista a uma médica do Lusíadas Saúde e a uma sua paciente sobre “sequelas pós-covid”, sendo que o dito programa é patrocinado pela (adivinharam) Lusíadas Saúde, fui investigar melhor quem é o jornalista Paulo Farinha…

E descobri que ele é, neste momento, jornalista freelancer desde 2019, depois de ter passado vários anos como editor da Notícias Magazine, além de outras publicações da Global Media.

Eu sei bem o que é ser jornalista freelancer, porque o fui durante mais de 15 anos. E durante esses anos escrevi regularmente no Expresso, na Grande Reportagem, na Forum Ambiente, e publiquei ainda no DN, na Focus, na Sábado, etc.. Ou seja, fiz pela vida, com isenção, rigor. Nunca me associei com empresas, nem com políticos, nem com nada que pudesse minimamente macular a minha imagem ou o órgão de comunicação social para onde colaborava. Um jornalista, aliás, tem que ser como a mulher de César.

O fazer pela vida, num jornalista freelancer, não é ser um “Paulo Farinha”: andar a angariar patrocinadores e a apresentar propostas de programas a órgãos de comunicação social. É isso que está a suceder às claras.

Senão veja-se: além deste “programa” no Público, Paulo Farinha apresenta ainda um podcast no Observador intitulado “Mentes Brilhantes”. Ora, tem ele o “cuidado” de informar que o programa é uma parceria do Observador, da Fundação “laCaixa” e do BPI. Dos artigos que leio, o ponto central são sempre empresas, muito “convenientemente” identificadas. 

Tudo isto não surpreende muito se consultarmos o Linkedin de Paulo Farinha, Ali, ser jornalista é apenas uma fachada, porque, na verdade, ele apresenta-se como tendo competências em “Copywriting”; “Content Strategy” e “Content Development”. O jornalismo está ali só para “untar” melhor. 

Paulo Farinha pode fazer isto, e muito mais. E até pode fazer bem. Pode fazer pela vida, que é um seu direito. Não pode é; não deveria era poder fazer tudo isto e querer fazer tudo isto como jornalista. A decência não o permite. Nem a lei. 

E quanto aos “media” que permitem isso: perderam a noção da fronteira entre jornalismo e publicidade.

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DOS LIVROS DE EPIDEMIOLOGIA / Num passeio higiénico pela Calçada do Combro encontrei agora mesmo, na montra de um alfarrabista, uma obra por certo de referência na formação do nosso epidemiologista-mor ad-hoc, Carlos Antunes, que nos tem mostrado uma precisão extraordinária nas suas previsões: como se sabe, falha sempre o alvo.

Dies Mercuri

14/04/2021

DO PRÉMIO ENCHER CHOURIÇOS / Soube, por fonte anónima, que alegadamente tem bons conhecimentos em meios influentes, que eventualmente o Polígrafo irá com elevada probabilidade candidatar-se com este magnífico trabalho ao Prémio Encher Chouriços do Fact-Checking, supostamente a ser especificamente criado para o efeito. 

Parabéns, Polígrafo! Bem-haja! Eu nem conseguia dormir sem saber se a questão Taremi vs. Jonas era verdadeira ou não.

Uma imagem com texto, desporto, atletismo

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DO CHAMAR OS ILETRADOS PELOS NOMES / Os senhores do Polígrafo, entre os quais o seu subdirector-adjunto e jornalista Gustavo Sampaio (4769 A), apossaram-se de uma das mais nobres funções do jornalismo – a verificação de factos (fact-checking) – para uma deriva punitiva aos “desvios da narrativa oficial” sobre a pandemia. Mas estão a estendê-la também a outras áreas, mesmo da política. Nesta tarefa já é o vale-tudo, sobretudo porque têm agora o “poderzinho” de decidir se, por exemplo, um post no Facebook deve ser classificado de falso (e o autor poderá ser punido até com suspensão da conta), bastando que eles, Polígrafo, de lápis azul na mão aponham o “carimbo” de “Falso” ou mesmo de “Verdadeiro Mas…”.

São já, por mim contados, incontáveis casos de “maldade intelectual” do Polígrafo, constituído quase em exclusivo por estagiários ou jornalistas de pouca experiência. Mas desta vez encontrei um caso que deveria dar como condenação ao jornalista Gustavo Sampaio (que não anda por aqui há meia dúzia de dias) a “cassação” da carteira profissional por ignorância, obrigando-a como pena acessória o regressar aos bancos da escola (secundária, vá lá). Por bom comportamento, talvez o livrassem apenas sob o compromisso de ele comprar um dicionário.

Mas vamos aos factos. Em causa está um post recente de Carlos Barbosa que “denuncia” que o arquitecto Manuel Salgado regressou à Câmara Municipal de Lisboa (CML) “como conselheiro de Medina”, e que ocupa um certo gabinete.

Ora, Gustavo Sampaio (mais o seu Polígrafo) não apenas aceita, como simples verificação de factos, a resposta da CML (pasmo!) como também coloca como imprecisa (daí o “Verdadeiro Mas”) a referência a “conselheiro de Medina”, porque afinal Salgado é agora apenas um “consultor não remunerado”.

Ora, não gozes comigo, Gustavo Sampaio! Um “consultor” é “aquele que dá conselho”, enquanto “conselheiro” é “quem aconselha”, segundo o insuspeito Dicionário Houaiss. Alguém consegue encontrar diferenças? O iletrado Gustavo Sampaio acha que sim, que há diferenças. E é este senhor que está à frente de um fact-checking qualificado pelo Facebook para fazer… fact-checking.

Enfim, tudo isto é triste. Mas não deveria ser fado.

DA LOUCURA DO ESTAR VIVO, MAS ENCLAUSURADO / Digam-me: até quando a loucura dos estados de emergência? Desde Março, sistematicamente estamos a ter menos mortes do que a média dos cinco anos anteriores à pandemia. 

E confrontando com o período homólogo do ano passado (primeira vaga), estamos agora com cerca de menos 100 óbitos (total) em cada dia desde 5 de Abril. 

Considerando os primeiros 13 dias de Abril, a mortalidade total deste ano está em 3.702 óbitos contra 4.901 óbitos no ano passado. São menos cerca de 1.200 óbitos. Em relação à média dos cinco anos imediatamente anteriores à pandemia, nestes dias de Abril de 2021 estamos com menos cerca de 300 óbitos. Mas continuamos a viver como se estivéssemos no meio do furacão, com a Imprensa a ajudar a manter o pânico, e mais os modelos esdrúxulos de um doutorado em Geodesia.

Sinto também uma raiva descomunal por poucos se preocuparem com o estado do SNS e das pessoas (vivas) que deixaram de ter cuidados médicos durante a pandemia. Onde estão as elites? Onde está o saber das Universidades? Porque estamos agora com as campanhas inúteis de testes em massa que parecem servir mais para salvar da falência a Cruz Vermelha Portuguesa e sustentar o negócio dos laboratórios? 

Os tipos que nos governam estão loucos e são doentes. E estão a tratar de pôr loucos e doentes aqueles que ainda estão saudáveis e lúcidos.

Dies Jovis

15/04/2021

DAS EXTRAORDINÁRIAS PREVISÕES QUE SÓ ACERTAM NO PASSADO E NO PRESENTE / Adoro webinares “obscuros”, sem a presença de público e da comunicação social. Aí, os peritos da covid-19 mostram como usam as suas “bolas de cristal”, sem serem actores. São mais francos. E mais fracos. Mostram as suas fraquezas. 

Por exemplo, Baltazar Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública e um dos pais da famigerada matriz do R e da incidência cumulativa (uma traz sempre a outra), mostra aqui toda uma “explicação científica” que faz luz sobre o famoso dito de certo jogador da bola: “prognósticos só no fim do jogo”. Diz, portanto, Baltazar Nunes:

“Basicamente, só conseguimos prever o que efectivamente já está estabelecido e o que está a acontecer.”

DO DRAMA, DA TRAGÉDIA, DO HORROR / Barrancos é um dos poucos municípios com incidência cumulativa de duas semanas superior a 120 casos positivos por 100.000 habitantes. Tem 1.634 habitantes. Bastou-lhe 2 testes positivos para a “coisa”! Para ter um R acima de 1 basta passar de 1 caso numa semana para 2 casos na semana seguinte…

Dies Veneris

16/04/2021

DO MONSTRO R / Em Julho de 2020, na Nature, um infecciologista da Universidade de Edimburgo, Mark Woolhouse, afirmava o seguinte: “Os epidemiologistas estão bastante interessados ​​em minimizar o R, mas os políticos parecem tê-lo abraçado com entusiasmo”, concluindo: “estamos preocupados porque criámos um monstro. O R não nos diz o que precisamos saber para gerir a pandemia”.

DA MISERICÓRDIA À IGNORÂNCIA – POLÍGRAFO SOMA E SEGUE / Maria Leonor Gaspar, jornalista do Polígrafo, volta a atacar. 

Considera FALSO que haja poluição química na albufeira do Caia, porque para a senhora, enfim, licenciada em Estudos Portugueses, só há poluição hídrica se for assim com esgotos a brotarem de condutas ou camiões-cisternas em despejos, ou coisas assim… Não é possível conceber, naquela por certo esbelta mas simples cabecinha, que a poluição química de albufeiras em áreas agrícolas é uma realidade grave, por acelerar os processos de eutrofização e causar blooms de tóxicas cianobactérias. É poluição. Ponto final.

Mas não se diga que a senhora jornalista não investigou, que não foi ouvir partes interessadas. Claro que foi. Ouviu a Associação de regantes – que obviamente não tem culpinha nenhuma – e a Agência Portuguesa do Ambiente – que nunca culpa ninguém. Mas não sabe mais do que transcrever opiniões. E fact-checking não é isso.

Entretanto, estou preocupado com a senhora jornalista. Provavelmente “curto-circuitou” quando leu as explicações da APA sobre o aspecto da albufeira do Caia: “afigura tratar-se de uma florescência de cianobactérias, organismos fitoplanctónicos presentes em todas as massas de água superficiais de Portugal, podendo desenvolver-se abundantemente em águas doces com elevadas cargas de nutrientes”.

Agora a sério: esta é a inenarrável qualidade do fact-checking em Portugal. Chamar-lhes ignorantes é pouco!

DA BICICLETA DO CARLOS ANTUNES E DA AMANTE DO NEIL FERGUSON / Em Maio do ano passado, Neil Feguson, responsável pela estratégia de lockdown do Reino Unido, foi demitido porque furou a quarentena para estar com a amante.

Já o nosso Carlos Antunes, geodésico agora entronizado pela imprensa como Epidemiologista-Mor, é um pouco mais sensaborão. Sendo ele um acérrimo defensor dos lockdowns, apologista do medo e crítico dos portugueses que se portam mal, ficamos a saber que só viola as restrições por causas mais elevadas: uma bicicleta. 

A desconcertante confissão é feita ao minuto 34:00 desta longa “conversa”, que tenho alguma dificuldade em classificar pela quantidade de “pérolas”, que transcrevo:

“Eu, no outro dia, fui buscar uma bicicleta a Lisboa. Tenho a minha justificação para ir a Lisboa trabalhar, mas estava consciente que se apanhasse a polícia estava a incorrer numa infracção. A minha posição é de respeito pela autoridade. Obviamente, tive todo o cuidado e o meu comportamento não foi no sentido de causar situação de contágio ou contaminação, mas se fosse interpelado pelas autoridades, eu simplesmente acataria”.

DA VIDA E DA MORTE EM PANDEMIA / Por ser município pequeno, Barrancos pode ser um case study sobre a distopia em redor da covid-19.

Segundo o Sistema de Informação dos Certificados de Óbitos (SICO), este ano terão morrido 10 pessoas no concelho. Três morreram tendo a covid-19 como causa: a primeira no dia 10 de Janeiro, a segunda em 1 de Fevereiro e a terceira em 12 de Fevereiro. As outras sete não sei. No seu mural no FB, a Câmara Municipal de Barrancos só fez votos de pesar pelos três da covid – e, por sinal, com muitos likes e reacções de lamento. Os outros sete, paciência: devem também ter tido bom enterro…

Dies Saturni

17/04/2021

DAS DÚVIDAS OMNIPRESENTES E OMNIPOTENTES / O Público abrirá em breve uma secção especial de “Consultório Médico”.

São múltiplas as dúvidas a tirar. “Será uma enxaqueca ou covid-19?” “Será uma pedra nos rins ou covid-19?” “Será pé-de-atleta ou covid-19?” “Será uma perna partida ou covid-19?” “Será mais uma parvoíce dos jornalistas do Público ou covid-19”

As perguntas são infinitas. Importante mesmo é manter a covid-19 sempre como hipótese. Omnipresente. Omnipotente. Que Deus se cuide.

DO MERECIMENTO / Cada país merece o seu “Tegnell”. A Suécia tem um doutorado em Epidemiologia a gerir a pandemia. Portugal tem geodésicos a trabalhar com “bolas de cristal”, e um vice-almirante de camuflado a espraiar ignorância. Alguém falou ao “camuflado” Gouveia e Melo sobre a taxa de mortalidade em Portugal, e ele agora pensa (e ainda por cima calculando mal) que quem tomar a “bácina da moda” se livra da morte. Qualquer que seja a causa. E qualquer que seja a idade.
Por favor, dêem a comenda ao senhor, promovam-no a Almirante, tomem juízo e metam alguém que não envergonhe a inteligência dos portugueses.

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