Susana Pires | Educadora de Infância e poetisa

– Sentemo-nos todos à mesa –

Como o espírito beija a Alma encantada de sons 

Sentemo-nos à luz de um pensamento que encabeça a condescendência das Almas suaves e livres 

Na efeméride que toda e qualquer razão perfaz ao infinito as possibilidades 

– humanas –

Sentemo-nos 

Para que o sopro anunciado das noites me permita:

– sentir-nos

– imaginar-nos

– respirar-nos

Musicalizar-me 

Sou 

Num beco sem data de nascimento, nos temperos encenados que meu “outro” idealiza num todo de mundo, imagens, viagens, cabala de tradições.

Mente – de variações harmónicas e rítmicas 

Imagino, hoje a simbologia de uma nova plenitude nesta empatia que “ela“ me destina antes mesmo da palavra “ Jazz” ser inventada e dos poetas inteiros serem orgasmos múltiplos de visões mundanas.

Arrefece-me a epiderme num olhar que me suga a Tela, essa loucura que me satisfaz a alucinação pensante de transpor a arte para outros segredos inconformados por aquilo que o universo nunca me trouxe…

Sendo meu alimento e partilha nesta mesa convosco a liberdade expressiva 

Meu mistério desvendado pelos arquétipos que me acentuam a côncava Alma.

Enquanto vos espero deleito-me nas ruas calcetadas de meu peito elegendo à fantasia o teu perfil 

Existe um sótão pincelado de verde musgo e as escadas que me encaminham até ele arejadas de madeira suave cheirando a cidadania nos improvisos de todo o encantamento 

Suavizo os olhares de uma cidade chamada Lisboa dirigindo o suspense que tuas composições me fazem acreditar num todo de possibilidade 

chamada – resposta 

Como se existisse naquele sótão uma janela pequena aberta para o mundo 

Esta minha nova Alma, trazendo o cheiro outonal aos cafés dos cantos universais onde o suporte musical enlaça no saxofone a feminilidade de tua erótica passagem 

Sinto-te Tanto 

Espasmos ecléticos em horizonte… pássaro viajante ou vento em trovoada de segmentos que infinitamente sacodem as incertezas 

Grandes, mascaradas de sociedades vis.

Não existe razão contigo 

Que luz me iluminaria nas ausências vazias de todo o meu SER?

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