Rui Lima | Gestor

Nota: Rui Lima tem-se destacado nas redes sociais pelas suas análises em redor da pandemia. Na generalidade, apresenta os seus pontos de vista recorrendo a bibliografia científica. Independentemente das suas posições, no Farol XXI consideramos que todas as opiniões complementadas com argumentação científica devem ser apresentadas e debatidas; e se a argumentação usada for errada ou enviesada, então o seu autor deve ser “penalizado” no debate de ideias. Nessa perspectiva, qualquer tipo de censura, imediata e “ad hoc”, feita por uma entidade como o Facebook – sem sequer ser avaliada por pessoas que se conheçam – é lamentável e deve ser criticada num regime democrático. A censura é a negação da democracia. Consideramos no Farol XXI que eventuais “fake news” ou informações erróneas ou manuipulatórias devem ser “derrotadas” com informação e no confronto de ideias. Nunca pela censura. Se a censura às novas interpretações sobre determinada assunto fosse a regra, a Ciência jamais evoluíria. E houve muitos séculos em que não evoluiu, e há muito países onde agora não evolui, por causa da censura. 


Nesse sentido, o Farol XXI publica o texto integral de Rui Lima, com as referências bibliográficas por ele apresentadas, estando disponível para publicar qualquer texto com similar nível argumentativo (apresentando sustentação com dados ou artigos científicos) que o contradiga.


Durante o período de “castigo” a Rui Lima, imposto pelo Facebook, o Farol XXI publicará os textos que ele considerar pertinentes, sem edição, e com a possibilidade de contra-argumentação por quem o deseje, bastando fazer-nos chegar o texto para geral@farolxxxi.pt.


Pedro Almeida Vieira

O ELEFANTE DENTRO DA SALA: O GOLD STANDARD

Ao fim de um ano, continua a censura e tabu da maior trapalhada de toda a gestão desta pandemia a nível global: TESTES PCR como GOLD STANDARD[1].

Se há coisa que os governos e autoridades foram rápidos, foi a impor restrições, já quando encontram erros levam tempo ou pior ainda… escondem!

O Teste PCR em si, é um instrumento muito útil como complemento de diagnóstico, devido à sua elevada sensibilidade para detectar a mais ínfima partícula. Quando mal aplicado ou interpretado pode gerar um monstro.

Já ficou mais que óbvio que testes PCR com mais de 25 ciclos só tem um resultado[2]: lixo estatístico com falsos positivos clínicos.

Durante meses os laboratórios faziam (ou ainda fazem alguns) 45 ciclos… 40… 35. Ou seja, quando olhamos para os números de casos e prevalências pode haver uma deturpação por SOBRE-NOTIFICAÇÃO de casos, com consequência em todos os números incluindo os óbitos pela forma que são contabilizados.

Pela calada vão mudando através de despachos para amostras de vigilância[3] ou como convenientemente agora a CDC deu indicação para se deixar de considerar CASOS POSITIVOS de pessoas VACINADAS que ultrapassem os 28 ciclos[4].No entanto, não há política nenhuma para os testes à população, no caso do CDC continua a recomendação máxima de 40 ciclos[5].

Isto é vergonhoso, ou seja, é admissão por parte das autoridades que para vigilância e investigação se deve apenas usar testes com menos de 28 ciclos, mas para prender as pessoas em casa, causar o pânico na população e andarmos todos os dias a olhar para uma matriz ridícula do Governo de risco pode-se ir aos 35 ou 45… Relembro que o próprio “criador” do protocolo, em 2014 chamou a atenção para o risco de se usarem mal estes testes[6].

Isto tem implicações em tudo, porque estamos a usar um teste como Gold Standard que está a ser mal interpretado, o que deturpa os números, incluindo todos aqueles belos estudos de assintomáticos e todos os outros que ficam enviesados pois se baseiam apenas em um teste, sem comparar com cultura viral.

Um teste que não consegue dizer se o vírus é viável ou não[7] usado como Gold Standard, que é altamente sensível e que requer especial cuidado na recolha e processamento devido ao risco de contaminação. Algo que ao fazer dezenas de milhares por dia afecta a especificidade real do teste, sem qualquer auditoria ou controlo de qualidade dos resultados dos testes (comparar com cultura viral).

Parece que criámos um monstro? Podem ter a certeza que sim… o problema é que é tão grande que parece mentira. Mas tal se deve a meses de censura e perseguição de muitos que chamaram a atenção desta realidade.

[1] https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/wuhan-virus-assay-v1991527e5122341d99287a1b17c111902.pdf

[2] https://www.cebm.net/study/duration-of-infectiousness-and-correlation-with-rt-pcr-cycle-threshold-values-in-cases-of-covid-19-in-england/

[3] https://dre.pt/home/-/dre/153493572/details/maximized

[4] https://www.cdc.gov/vaccines/covid-19/health-departments/breakthrough-cases.html

[5] https://www.fda.gov/media/134922/download

[6] https://www.wiwo.de/technologie/forschung/virologe-drosten-im-gespraech-2014-die-who-kann-nur-empfehlungen-aussprechen/9903228-2.html

[7] https://www.folkhalsomyndigheten.se/publicerat-material/publikationsarkiv/v/vagledning-om-kriterier-for-bedomning-av-smittfrihet-vid-covid-19/

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