Elisabete Tavares | Jornalista e membro da Plataforma Cívica – Cidadania XXI

Em ‘revoluções’, quando se pretende instalar regimes totalitários, o jogo psicológico passa pela sedução dos jovens. Colocar jovens na linha da frente do novo regime. ‘Retirar’ os jovens da alçada dos pais e da família e seduzi-los para um novo mundo em que são ‘livres’. Incluindo dos seus pais e familiares.

A sedução em curso paga pelo erário público, incluindo através de cartazes para que jovens se vacinem “para irem a festivais’, é absolutamente abjecta. Não me surpreende, no entanto. Desde o início da epidemia que as crianças e jovens têm sido alvo de perversas campanhas psicológicas. Não só usando para o efeito outdoors mas também a comunicação social. As escolas. O próprio fecho de escolas foi uma das ‘armas’ potentes usadas. Mesmo com os dados e estudos sobre transmissão em ambiente escolar nas mãos… crianças foram fechadas em casa.

Agora vem uma nova fase de pressão. Para os pais vem um novo desafio. Não só terão de proteger a saúde e a integridade física dos seus filhos, como terão de lidar com a nova pressão que vai ser colocada sobre os jovens e crianças.

Há pais que, para protegerem e melhor cuidarem da educação dos seus filhos, optaram pela via do ensino doméstico. É uma opção muito positiva mas que retira aos jovens e criancas a socialização. Mas existem muitas formas de introduzir a socialização nestes casos. Contudo, é uma opção que está fora do alcance de muitas famílias por diversos motivos.

Tal como em outras ‘revoluções’, os nossos filhos têm estado a ser seduzidos e pressionados. Há jovens que cedem à pressão mediática, à pressão psicológica absolutamente maléfica (“vais matar os avós!”), à pressão dos pares. À ânsia por “ser livre” e poder “ir a discotecas e festivais”.

Aos pais surge um derradeiro teste. Como outros pais enfrentaram em outros países aquando da instalação de regimes totalitários. Manter a integridade da família. Proteger os mais jovens e as crianças dos novos predadores do regime. Ajudar a comunidade, o bairro, a vizinhança, a escola, a terem ambientes seguros e de cooperação. Rejeitar a segregação e impedir a discriminação. Combater discursos de ódio.

Há quem receie os efeitos secundários das novas ‘vacinas’ nos jovens e crianças, o que é perfeitamente natural, dado que os mais novos e jovens estão fora dos grupos de risco do vírus. Mas, há um outro problema. O das injeções constantes predatórias, de pressão e de sedução, que as crianças e jovens têm sido alvo desde 2020. Tem-se jogado com o tema da ‘culpa’, do ‘medo’. Agora joga-se com o tema da liberdade. E chantagem, caso sejam impedidas de ir à escola/faculdade sem ‘vacina’ ou teste.

Como adultos, sabemos o que está a ser feito. Como a guerra política e psicológica está a ser jogada usando as crianças e jovens. Sabemos que a promessa de “liberdade” é falsa (lembro os avisos nos media sobre o “regresso’ da gripe este inverno). Sabemos que haverá sempre algo mais a dar em troco da nova “liberdade”. Mas funciona se não educarmos os filhos a identificarem tácticas de regimes predadores.

Mostrar aos filhos como foi em outros regimes, ajudá-los a perceber como funcionam os mecanismos de sedução deste tipo de regimes. Há muita informação disponível nos livros e sites sobre História na net. Mostrar e comunicar que a sua família é segura e os protegem. Falar sobre o que está a acontecer e responder a todas as dúvidas e perguntas com calma, serenidade e factos históricos e científicos.

Está em marcha a tentativa de captura dos mais novos para os prender ao passe apartheid e à ‘revolução’. A ‘vacina’ é apenas um dos problemas que nós, os pais, teremos de enfrentar. A defesa da saúde mental dos nossos filhos, do seu direito à educação e do seu direito a ter saúde são já hoje outros desafios que temos. Impedir que joguem filhos contra pais, como sucedeu em outras ‘revoluções’, e impedir que seduzam os jovens e crianças para ideologias de segregação e totalitárias.

Estamos desde março de 2020 em contagem decrescente. Mas vamos, todos juntos, a tempo de evitar o pior. Que roubem aos mais novos os valores europeus de defesa dos direitos humanos e de combate à discriminação. Que roubem aos mais novos o valor da solidariedade, de comunidade. Que roubem aos mais novos os valores das suas famílias. Que roubem aos mais novos as suas almas. Em troco da nova falsa liberdade. Pois ser livre não é poder ir a um festival de música que discrimina amigos e grande parte da população. Ser livre é poder ir à escola sem assédio ou chantagem. Sem ter de ter um cartão do novo regime ditatorial. Sem ter cartão do ‘partido’ novo nacional, que agrega diferentes partidos que se aliaram neste novo regime.

Sem ter de arriscar a vida e a saúde para aprender e para brincar.

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