Elisabete Tavares | Jornalista e membro da Plataforma Cívica – Cidadania XXI

Penso ser importante fazer este esclarecimento.

Há alguns tópicos que costumo abordar e pretendo que fique muito clara a minha posição e também o meu pensamento sobre o que defendo em cada um.A epidemia surgiu e cedo foi vista por governantes, partidos políticos e agentes económicos como uma oportunidade para instalar uma nova ideologia, reestruturar áreas da economia e do mercado de trabalho e implementar um regime totalitário que extravasa fronteiras.


O oportunismo está a ser aproveitado por partidos de esquerda e de direita. Não vejo como um assalto ‘comunista’ ou ‘fascista’. É mais grave que isso. Os partidos de direita e de esquerda estão alinhados nesta nova era anti-democrática de regime-partido único.

Quando falo em família e valores da família incluo TODOS os modelos de família. Sou obviamente defensora dos direitos LGBT, por exemplo. Os valores que defendo incluem o combate a todas as formas de discriminação e segregação, nomeadamente com base no género, religião, etc, etc.

Sou a favor de vacinas e defendo que tomá-las é uma decisão pessoal e soberana de cada um. Somos soberanos sobre o próprio corpo. Esse tema da vacinação está a ser usado para dividir e segregar a população e criar um mecanismo similar ao já usado em outros regimes políticos. Infelizmente, a táctica funciona com parte da população, como funcionou em outros tempos.

Sou contra qualquer política extremista e de segregação. Seja com base na cor da pele. No género. Na religião. Em questões de saúde. Etc. Etc.


Sou defensora do jornalismo e dos jornalistas. São fundamentais em qualquer democracia. Todos nós devemos defender o jornalismo. Sou contra que jornalistas sejam meros papagaios e divulguem publicidade de autoridades e governos. Sou contra a deturpação de dados e de factos. Sou contra a censura de cientistas e médicos. Sou contra o uso de órgãos de comunicação social para fins que não a informação correcta, livre, independente e isenta da população.

Na instalação do novo regime, algumas pessoas alinham porque acreditam nele ou porque têm medo, porque são compradas (promessas, contratos publicitários, apoios, acesso a fundos da UE, rendimento básico universal que está a ser testado,…), ou simplesmente porque não querem saber. Mas os regimes, mesmo os mais horríveis, tiveram apoiantes. Mesmo que não tenham noção do que estão a apoiar até ser tarde demais.


A dinâmica ideológica em curso parece imparável e é forte. Mas hoje sabemos como foi em países como a Alemanha e África do Sul. Podemos fazer melhor, enquanto cidadãos. Podemos recusar alinhar com as políticas em curso. Sendo solidários. Apostando na cooperação e na comunidade. Podemos rejeitar e condenar as tentativas de separação e divisão. Recusar o extremismo, o fanatismo e o fundamentalismo. Condenar as perseguições e discursos de ódio.

Podemos fazer muito.

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